Descrições que vendem
Como escrever sem soar propaganda
A descrição é o vendedor da loja. Ela responde às objeções que impedem a compra.
Benefício antes de característica
Característica é o que o produto tem; benefício é o que ele muda na vida de quem compra. Uma não substitui a outra — o benefício convence, a característica dá segurança.
- Só característica: "300 transições em formato .prproj"
- Com benefício: "300 transições prontas para arrastar na timeline. O que você levava uma hora para montar na mão sai em dois cliques."
Estrutura que funciona
- O problema — uma ou duas frases sobre a situação atual de quem vai comprar
- A solução — o que é o produto, em uma frase direta
- O que vem dentro — lista concreta e contável: quantos arquivos, quantas páginas, quantos minutos
- Para quem é — e, principalmente, para quem não é
- Requisitos — programa, versão mínima, conhecimento prévio necessário
Dizer para quem não serve aumenta a venda
Parece contraintuitivo. Mas quando você escreve "não serve para quem nunca abriu o Premiere", duas coisas acontecem: quem é iniciante não compra e não abre disputa, e quem já usa o programa sente que o texto é honesto. Confiança vende mais que entusiasmo.
Números em vez de adjetivos
"Material completo e de altíssima qualidade" não diz nada. "68 páginas, 40 exemplos comentados e 12 modelos editáveis" diz tudo. Adjetivo é o que todo mundo escreve; número é verificável.
O que evita disputa
Boa parte das reclamações não é sobre qualidade: é sobre expectativa que não bateu. Todo detalhe que você omite por achar óbvio é um mal-entendido esperando para acontecer. Formato dos arquivos, programa necessário, se tem suporte, se tem atualização — escreva tudo.
Tamanho
Entre 150 e 300 palavras resolve a maioria dos casos. Ticket alto pede mais detalhe. Texto curto demais passa impressão de descaso.